quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Texto de opinião



Viver
Nos textos que analisámos e interpretamos na aula (o editorial “Entusiasmo”, de Nuno Mangas e a letra da canção “O primeiro dia”, de Sérgio Godinho), os dois autores expressam formas de ver e viver a vida diferentes. Nuno Mangas, Presidente do Instututo Politécnico de Leiria, reforça a importância do entusiasmo em todas as ações da nossa vida, incluindo as insignificantes pois, citando: ”As grandes obras só podem ter sido feitas com entusiasmo. E as pequenas também.”.
Já Sérgio Godinho, na sua música, aborda o valor da ezperança, que é o “copo vazio” de onde se “bebe a coragem” de enfrebtar todas as dificuldades que a vida nos proporciona. Como ele próprio diz: “Este é o primeiro dia do resto da tua vida.”
Na minha opinião, tanto o entusiasmo como a esperança são “remos necessários para “navegar-se sem mar, sem vela ou navio”. Paara mim, os princípios mais importantes para a nossa vida devem ser a fé, a esperança e o amor.
A fé é para nós como  leme é para o barco. É pela fé que nos guiamos. Pela fé em nós próprios, nas nossas certezas, naquilo que acreditamos e, de uma maneira especial, nas pessoas. Sem ela, não temos rumo.
A esperança, como já mencionei,  pode ser um remo. Mas mais do que um remo, é a própria vela. Dá força ao nosso navegar. A esperança não é nada mais do que a virtude de saber esperar. Esperar que tudo corra bem, que os sofrimentos passem, que tudo melhore. Esperar por tudo o que queremos que estejam para acontecer.
O amor corresponde às nossas próprias mãos. Assim como, sem esta, nem os remos, nem a vela, nem qualquer outra parte do barco é corretamente usada; sem o amor, nem o entusiasmo nem a esperança, nem a fé, nem qualquer outro princípio ou valor poderá subsistir. Este amor que é fonte de energia para tudo o que possamos fazer de bom. Amor por nós, pelos outros, pelo que temos, pela nossa vida e pelas nossas escolhas.
Esta seria a melhor maneira de viver, na minha opinião. Aqui está o segredo da vida.
José Simões, Nº13

Texto de opinião



     Tanto Nuno Mangas como Sérgio Godinho definem o que é o tão falado entusiasmo. Ambos transmitem a mensagem de nunca desistirmos, de nos levantarmos após uma queda e acima de tudo, de nunca deixarmos de aproveitar cada dia como se fosse o último das nossas vidas. No meu ponto de vista, só as pessoas que têm entusiasmo é que são capazes de vencer os diferentes desafios do quotidiano.
     Entusiasmo é agir com determinação, entusiasmada é a pessoa que acredita em si e nos outros. Entusiasmo é aquilo que sentimos quando algo que queremos muito dá certo e não é o sucesso que traz entusiasmo é o entusiasmo que traz o sucesso. O entusiasmo é aquela dose de dedicação e de paixão que colocamos nas nossas tarefas e nos afazeres do dia a dia. Entusiasmada é uma pessoa que não desiste de tentar só porque a primeira oportunidade não resultou, é uma pessoa que faz até aquilo que menos gosta com um sorriso no rosto.
     O entusiasmo é a vontade de perder tempo. Porque nada se aprende sem querermos e para aprender, é preciso perder tempo. Só nos resta viver a vida com entusiasmo e perseguir todos os nossos sonhos.
Inês Pinto, 9ºB, nº08.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

"O grito"



     Ouviu outra vez o grito. Sim, aquele grito de antes, o mesmo. Olhou para a janela, mas não viu ninguém a cortar flores. “O que é que se passa?", pensou ele.
Imediatamente pôs-se a correr pela casa, a verificar todas as divisões, à procura da origem do grito, contudo, inutilmente. Não havia nada nem ninguém. Estava a olhar para a parede, quando ouviu o grito outra vez.
     Percebeu logo. Ele viu que à sua volta, dezenas de seres vivos estavam a ser prejudicados por causa dele e do resto das pessoas. Ouviu o grito de novo.
Diz-se que foi nesse momento que ele enlouqueceu. Ele começou a arrancar a tinta das paredes, para não prejudicar os fungos. Abriu todas as torneiras com água quente, para humedecer a casa. Despejou lixo no chão e e atirou  os produtos de limpeza pela janela.
     Mesmo assim, continuava a ouvir gritos. Gritos de toda a espécie e frequência, de toda a altura e intensidade.
     Passado uns anos, a casa dele estava destruída. Aquele casarão que ele tinha, estava agora em ruínas. As paredes na melhor das hipóteses, estavam deterioradas, se ainda estivessem de pé. O chão estava coberto de toda a espécie de seres vivos. Uma testemunha revelou que tinha visto um papagaio lá.
     - Que pena - comentava uma vizinha - ninguém merece enlouquecer assim.
     - Acho que ninguém merece enlouquecer, seja como for- ripostou outra.
     -Foste a última a vê-lo, sabes, antes “daquilo” acontecer, não foste? - perguntou.
     - Sim – afirmou a Sr.Saunders – sim, fui eu. Ele pareceu-me muito estranho. Ele sempre pareceu-me um pouco esquisita, mas nunca pensei que isto fosse acontecer. Que pena.

José Simões, Nº 24

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O Mito



  Há muito tempo atrás, um rapaz chamado Manuel, que vivia numa quinta, tinha o sonho de poder falar com os pássaros. Para ele, estas aves eram as suas únicas amigas.
  Como vivia sozinho, passava o dia com elas, mas havia um problema! Manuel  não entendia as aves nem elas o entendiam. Ainda assim,  passava os dias colado às árvores. Os deuses rapidamente se aperceberam desta situação  e decidiram escolher entre várias opções que tinham para o ajudar. A solução encontrada foi conceder um desejo. Numa manhã, Manuel acordou com uma caixa vinda dos deuses. Abriu a caixa que dizia: “Um desejo te concedemos”. Manuel gritou: “Quero ser um Pássaro!” . E o desejo foi concedido.
  O jovem voou até lá fora e avisou os seus amigos do que havia sucedido. Mas havia um problema: continuava a não falar a língua do pássaros. Então, começou a imitá-los. Tornou-se um papagaio.

Francisco Pinto, Nº6

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Crítica

    A Saga Twilight


 Ao longo de cinco anos, foram criados cinco filmes da Saga Twilight . São uma adaptação dos livros de Stephenie Meyer. Todos os filmes tiveram muito sucesso. A saga é conhecida por todo o mundo.
     A ação central do filme gira à volta de uma bela história de amor entre um vampiro, o Edward, e um ser humano, a Bella. Os efeitos especiais são muito bons, as paisagens também são muito belas. Nem tudo é positivo, pois há momentos em que sentimos que a história não avança.

     Em síntese, considero a Saga Twilight boa, muito bonita e fantástica. Recomendo-a para quem for romântico. 



Beatriz Machado.
8ºB.

Crítica


Super-Homem VS Batman

★★★★✪ - 4 Estrelas


"Super-Homem VS Batman" é um dos filmes que, hoje em dia, mais faz esperar os seus fans. Será a película que irá bater o recorde do maior investimento já feito numa produção gráfica.

Este filme terá a presença de duas grandes criações da marca Marvel uma vez que,  o mesmo, irá juntar os super-heróis Super-Homem e Batman.

No meio de muitas guerras e de muita ação, ambos travarão batalhas épicas e imperdíveis.

Com tanta produção, dispensável será dizer que o custo do filme será exorbitante.

Concluindo, no ponto de vista de críticos gráficos, o filme "Super-homem VS Batman", numa escala de 0 a 5 tem, em média, nota 4. Para aqueles que já estão ansiosos, terão de esperar até ao início do ano de 2016 para ver as primeiras estreias e antestreias.


Francisco Valente

8ºB

Nº 22

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A entrevista


O 8.º ano da minha mãe
Joana Santos, de 40 anos, é licenciada em Direito. Nasceu numa aldeia de Ovar, onde viveu até aos 25 anos. Sempre desejou viver numa cidade maior, porque em criança sonhava ser bailarina. Atualmente vive com o marido e os dois filhos na cidade de Vila Nova de Gaia. Contou ao filho mais velho, o Rodrigo, como foi o seu 8.º ano.
Entrevista de Rodrigo Alves


Em que ano frequentou o 8.º ano?

Frequentei o 8.º ano com a mesmo idade que tu, mas no ano de 1987, já faz algum tempo (risos).


Em que escola andou?

Como sou natural do Marco de Canaveses e vivia numa freguesia daquele concelho, frequentei a Escola Secundária de Marco de Canaveses. Naquela altura não havia outra escola secundária no concelho.

Como eram as suas aulas na sua altura?

As aulas eram dadas por diferentes professores, de diferentes disciplinas tal como agora, mas não havia tecnologia. Não tínhamos os quadros interactivos, nem computadores, muito menos internet. Os trabalhos eram feitos com base na pesquisa efetuada nas bibliotecas – da escola e da municipal –, eram manuscritos ou passados à máquina. A Escola tinha três pavilhões com salas de aula e um pavilhão de educação física.


As professoras no seu tempo eram mais exigentes que nos dias de hoje?

Penso que a exigência era a mesma. Sempre existiram professores mais exigentes do que outros, assim como alguns mais simpáticos e acessíveis do que outros. Penso que talvez os alunos da altura mostrassem mais respeito pelos professores do que os alunos de hoje, não sei se por medo de serem chamados ao Conselho Diretivo ou dos castigos que os próprios pais lhes dariam se tal acontecesse. Um processo disciplinar era muito temível na altura (pelo menos para mim).


 Como era a alimentação na cantina da escola?

Como inicialmente referi, eu não morava na cidade do Marco de Canaveses, mas numa aldeia que dista cerca de 12 km da cidade. Ia todos os dias de autocarro para as aulas. Então, nos dias em que tínhamos aulas “todo o dia” tinha que almoçar na escola. Não havia outra alternativa, não havia shoppings, nem Mini Preço. Mas o liceu (como nós também chamávamos à Escola Secundária) tinha uma cantina boa. Ainda me lembro do cozinheiro, era o Sr. Tomé. A comida era boa e confecionada na escola, lembro-me que adorava comer lá um prato de peixe chamado “solha dourada”. Que saudades…´


Tem boas memórias dessa altura?

Muito boas memórias. É uma idade em que as amizades são muito fortes e sinceras. Onde, apesar de termos de estudar para os testes, a nossa vida é muito alegre e despreocupada, onde pensamos que somos capazes de tudo e os problemas nem sabemos ao certo o que são. Era uma altura de despreocupações. Um dia, quando tiveres a minha idade vais saber a que me refiro.


 Qual era a disciplina favorita do 8.º ano?

Para mim, as disciplinas favoritas são um bocado influenciadas pelos professores que temos. Lembro-me de, num determinado ano, ter gostado muito de matemática e, no ano seguinte, já não conseguir acompanhar, porque o professor não cativava. Nós não tínhamos centros de estudo e, em casa, os meus pais não acompanhavam os meus estudos, porque também não tinham capacidades para isso. Então, o gostar mais de uma disciplina ou de outra tinha muito a ver com os professores e a forma como eles cativavam a nossa atenção nas aulas. Mas a disciplina que sempre que despertou curiosidade foi História, tinha muita curiosidade em conhecer o nosso passado, a evolução do Homem, as diferentes épocas vividas.


O que fazia nos intervalos?

Nos intervalos nós, as raparigas, víamos uma revista muito famosa na altura, a Bravo, onde vinham as fotos dos cantores ou grupos mais admirados daquela época. Por vezes, recortávamos os “posters” para os metermos em "micas" que serviam de separadores das disciplinas. Os mais famosos eram os Duran Duran, o Michael Jackson, o George Michael, o Prince, a Madonna, entre outros. A música que ouvíamos era na rádio, poucos tinham gira discos em casa (risos). Não tínhamos telemóveis, por isso passávamos o tempo dos intervalos a tentar comer alguma coisa no bar, quando as filas assim o permitiam e quando levávamos dinheiro para isso. Conversávamos ou dávamos uma volta aos pavilhões do Liceu.


 Como eram as aulas de educação física?

Na altura o liceu, havia um pavilhão desportivo, as aulas eram dadas dentro do pavilhão e, quando não estava a chover, tínhamos aulas num campo de futebol ao ar livre. Sempre gostei mais de jogar futebol do que fazer ginástica propriamente dita como saltar no cavalete ou dar cambalhotas…. No fim das aulas éramos obrigados a tomar banho.


 Que conselhos dá ao seu filho para que termine o 8.º ano com sucesso?

Os conselhos para o 8.º ano não são muito diferentes daqueles que dei desde que ele entrou para a escola. Embora, com o avançar da idade, as dificuldades aumentem, os princípios básicos são os mesmos. Na sala de aula, estar com muita atenção ao professor, pois já é metade do trabalho feito para que consiga acompanhar o que lhe é ensinado. Quando não estiver a perceber o que lhe está a ser ensinado, que não se iniba de interromper e perguntar até que consiga entender. Depois há todo o trabalho que deve ser feito fora da escola, como fazer sempre os trabalhos de casa, manter os cadernos organizados…

Sabemos que há algumas disciplinas exigem que se façam exercícios diários para melhor assimilar a matéria e nessas tem de se aplicar diariamente. A escola é o trabalho dele.
Parece muito, mas se houver essa disciplina tudo se torna mais simples. Paralelamente a isto, há ainda muito tempo para se divertir com os amigos para poder ocupar o tempo livre com os passatempos